Curso Vem Neném tem turma agendada para 25 de setembro
Curso tem trabalho voltado para o processo do início da gestação, parto e pós-parto
Foto: Ane Xavier
A próxima edição do “Curso Vem Neném”, promovido pela Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC), tem a sua turma agendada para 25 de setembro. O Curso de Educação Perinatal foi criado em 2019 e é uma iniciativa coordenada pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) do Hospital Esaú Matos. O principal objetivo do curso é divulgar conhecimento e suporte para as gestantes e as suas famílias na fase inicial da gestação e nos processos de parto e pós-parto. Informações sobre o curso podem ser consultadas pelo número (77) 99116-7881.
O UP Notícias desta quinta-feira (10) entrevistou a coordenadora do GTH do Hospital Esaú Matos, Cris Moura. Em entrevista exclusiva, a coordenadora divulgou que o projeto atendeu mais de 740 participantes em sete anos. Para Cris, o curso tem como objetivo superar mitos relacionados ao processo de gestação, promover o parto humanizado e orientar sobre a amamentação e outros cuidados com o recém-nascido.
Os encontros contam com especialistas que abordam diferentes tópicos relacionados à gestação. Ao longo do Curso Vem Neném são discutidos temas psicológicos da gestação, mudanças no corpo da mulher durante a gravidez, diferenças entre os tipos de parto, sinais de alerta, nutrição e métodos não farmacológicos para o alívio de dores.
Segundo Cris, uma realidade que ela observa em muitas mães é a opção pelo parto cesariana em detrimento do parto normal. “Culturalmente no Brasil, as mulheres fogem do parto normal, sempre optam pela cesariana, justamente por não conhecer o seu próprio corpo, a sua potência, que nós mulheres somos uma potência e, por medo da dor, elas têm essa insegurança e acaba culminando em um parto abdominal, cesárea”.
Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 55% dos partos no Brasil foram por via cirúrgica. O número está muito acima da taxa recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que orienta que os partos cesárea fiquem entre 10% e 15% do total de nascimentos em uma população.
Para Cris Moura, muitas mulheres que optam pela cesárea, de forma geral, não têm consciência dos riscos do pós-parto. Ela explica que a recuperação é muito lenta e perigosa, pois envolve o corte da pele e de seis tecidos, o que demanda fisicamente cerca de seis meses para a recuperação das camadas internas. A coordenadora do GTH recomenda que a cesárea seja usada como uma intervenção médica quando ocorrem intercorrências no processo de parto.
Confira a entrevista completa com Cris Moura: