Jorge Solla defende a PEC da Segurança Pública

Deputado federal explicou como a unificação das forças de segurança pode colaborar no combate ao crime organizado

Foto: Allan Victor

O UP Notícias desta quinta-feira (5) entrevistou o deputado federal Jorge Solla (PT). O deputado foi reeleito nas Eleições de 2026 com 152.049 votos, o que equivale a 1,84% dos votos válidos na Bahia. O político discutiu a sua trajetória política, atuação em Brasília e projetos para a Bahia e Vitória da Conquista. 

O deputado federal defendeu a articulação entre entes federados a partir da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O projeto foi aprovado pelo Senado Federal e segue para promulgação do Congresso Nacional. Entre as propostas da PEC, estão a criação de um Sistema Único de Segurança Pública (Susp) elevado a nível constitucional, integrando as forças de segurança da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

A PEC tem como foco o combate ao crime organizado e estabelece sanções e regimes de prisão severos para chefes e integrantes de facções criminosas, milícias e grupos paramilitares, como milícias. A proposta prevê o cumprimento de penas em presídios de segurança máxima e restrições a benefícios penais, como as “saidinhas”. O projeto amplia as atribuições da Polícia Federal (PF) no combate a crimes interestaduais ou internacionais e transforma a Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Polícia Viária.

Jorge Solla defendeu a proposta, afirmando que o modelo de funcionamento deve se espelhar no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele sustenta que não é possível realizar a segurança pública sem uma articulação integrada entre os três níveis de governo. “Não podemos fazer essa questão sem divisão de responsabilidades entre as principais instituições que atuam na área. Nós não estamos combatendo mais o crime amador, nós estamos combatendo o crime organizado, articulado”, explicou.

O deputado acrescentou que o problema relacionado à segurança pública no Brasil está no pensamento de que atacar o crime organizado é atacar as favelas e periferias. “Tá na favela o cara que comete aquele roubo, que comete aquele assalto. Você tem que fazer o policiamento ostensivo, você tem que atuar nesse processo. Mas se você não pegar o chefe do crime, se você não fizer o que foi feito naquela operação que foi parar no mercado financeiro desse país. Os caras lavam o dinheiro do fruto do crime”, afirmou.

Confira a entrevista completa com Jorge Solla:

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