Encontro com Elas recebe Emanoella Machado

A psicóloga clínica especializada em autodescoberta pós maternidade destacou a importância do tratamento de transtornos mentais durante o processo de gestação

Foto: Rebeca Liz

A edição do Encontro com Elas desta quarta-feira (29), recebeu a psicóloga e professora universitária, Emanoella Machado. Emanoella atua como psicóloga clínica especializada em autodescoberta pós maternidade (CRP 03/16060) e, durante a entrevista, comentou sobre saúde mental no processo de maternidade e a importância do acompanhamento de um profissional.

De acordo com a psicóloga, a saúde mental materna não é muito discutida e isso leva ao adoecimento e autocobrança de mães. “A partir desse lugar, dessa vivência com a maternidade, com o meu maternar, veio a necessidade desse olhar, desse cuidado com as mulheres que são mães. Então, hoje é o meu foco mesmo de estudo, que é a saúde mental materna”, relatou.

Uma pesquisa intitulada “De Mãe em Mãe”, realizada com mais de 800 mães, revelou que 97% delas se sentem sobrecarregadas e 94% se sentem desgastadas quase todos os dias. Segundo o levantamento, mais da metade das mães avaliam a própria saúde mental como péssima, ruim ou regular. Outro estudo, feito pela Agência Saúde do Distrito Federal, registrou que uma a cada cinco mulheres brasileiras sofrem com depressão pós-parto, no período de 6 a 18 meses do bebê.

“Quando nós falamos sobre a saúde mental da mulher, nós entendemos que existem três momentos na vida da mulher que ela está mais propensa ao adoecimento emocional, que é a adolescência, o período da gestação/parto e pós-parto e o climatério [...] São esses três momentos que a mulher está mais propensa a alterações emocionais significativas. E nós estamos falando de depressão, da ansiedade, do estresse”, explicou Emanoella Machado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica, a nível internacional, que a depressão é o principal transtorno mental que afeta as mulheres que acabaram de dar à luz. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a porcentagem chega a 15,6% durante a gravidez e 19,8% após o parto. O crescimento e o desenvolvimento dos filhos podem ser prejudicados quando os transtornos mentais maternos não são devidamente tratados.

Confira o Encontro com Elas com a psicóloga Emanoella Machado:

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