Super El Niño pode causar seca severa na Região Nordeste
Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo aponta uma possibilidade de ser o mais intenso em 140 anos
Foto: Reprodução/Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo
De acordo com a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), o fenômeno El Niño tem uma probabilidade de trazer ondas de calor e outros riscos para o Brasil no mês de maio. A informação divulgada pela agência relata que o fenômeno vai se estabelecer no país no trimestre de junho a agosto. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) também estima que o El Niño tem 80% de chances de se manter no segundo semestre do ano.
O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento acima de 0,5ºC das águas do Oceano Pacífico e pode provocar extremos climáticos e danos à agricultura até 2027. Projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo apontam uma possibilidade de formação de um “Super El Niño” com potencial de ser o mais intenso em 140 anos. Em casos extremos, o aquecimento das águas do Pacífico pode ultrapassar 2ºC.
Além das ondas de calor intensas, o Super El Niño acarreta chuvas irregulares na Região Sudeste e Centro-Oeste, risco para enchentes na Região Sul e secas severas nas regiões Norte e Nordeste. A previsão das ondas de calor se estende para regiões do planeta como América do Sul, Europa, Índia e Estados Unidos.
Pesquisadores relataram que, apesar do alerta, a intensidade do Super El Niño depende de interações entre o oceano e a atmosfera nos próximos meses. Entretanto, é recomendado que produtores iniciem o monitoramento para evitar prejuízos futuros.